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PANTANAL
Uma das regiões brasileira mais visitada pelo turismo ecológico. O encontro de suas águas espraiadas, numa imensa região plana que fica em média 100 metros acima do nível do mar, fez surgir uma das mais ricas fauna do mundo. O Pantanal é a maior planície inundável do mundo e possui cerca de 650 espécies de aves, como as araras e os tuiuius, que junto aos demais pássaros promovem um belo festival de cantos e cores. Localizado entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, numa depressão, o Pantanal Matogrossense, como é conhecido, ocupa uma área de 100 mil quilômetros quadrados. A criação de gado é uma das atividades não predatória do Pantanal. A pecuária aprendeu a conviver com o Pantanal sem agredi-lo. Todavia, a construção de pontes e a abertura de estradas são alguns dos problemas do Pantanal. Além desses, temos a pesca predatória, especialmente na piracema e a caça ilegal de jacarés. Na cheia das chuvas o Pantanal atinge cerca de 142 mil quilômetros quadrados entrando nos paises vizinhos do Paraguai e Bolívia. Junto às aves como garças-reais e falcões, convivem a capivara, o tamanduá e a cotia, entre outras 80 espécies de mamíferos. Após as cheias, com o Pantanal voltando ao normal, a grande quantidade de peixes vai ficando sem oxigênio e isso provoca uma mortandade muito grande e nessas épocas as aves fazem a festa. É o ciclo natural do Pantanal. Porém, como na Amazônia, o Pantanal também sofre com os predadores. A matança indiscriminada de jacarés por lavradores que cada vez mais entram no Pantanal é preocupante, somando-se a isso a caça predatória desse animal que tem seu couro comercializado no primeiro mundo. O tráfico de aves, como a ararinha azul, que está ameaçada de extinção, também preocupa. Outro crime que se comete com o Pantanal é o provocado por garimpeiros que se utilizam de mercúrio na separação do ouro e esse metal, altamente contaminante é levado pelo rio até o Pantanal. Pescadores e frigoríficos retiram anualmente das águas do Pantanal cerca de 8.200 toneladas de peixes e não admitem respeitar as épocas da piracema. |