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BILLINGS E O PROJETO DA SERRA Desde 1910 que o engenheiro Walter Charnley percorria as matas da Serra do Mar, a serviço da Light, levantando as principais quedas d'água com vertente marítima, para utilização energética, a fim de gerar energia no pé da Serra do Mar. Como resultado desse estudo a Light adquire em 1911 as terras adjacentes à cachoeira de Itapanhaú, com queda para a região de Bertioga no litoral. O engº Charnley conclui que a queda de 640 metros da cachoeira de Itapanhaú seria ideal para girar as turbinas de uma hidrelétrica. O projeto do engº Charnley consistia em se represar o rio Tietê no local conhecido por Ponte Nova, no município de Mogi das Cruzes, criando um grande reservatório. Dessa represa sairia um canal de 1.700 metros que despejaria suas águas no Ribeirão Grande, que juntamente com o rio Guacá, deságuam na cachoeira de Itapanhaú. Com a saída do engº Charnley do Projeto da Serra e a inserção do engº Billings ao mesmo, ocorreu uma mudança que traria sérias conseqüências aos mananciais de água potável da Região Metropolitana. Billings optou pelo atual local no Alto da Serra para a reservação das águas que iriam formar o reservatório do Alto da Serra, atual Billings, em detrimento ao escolhido pelo engº Charnley que propunha reservar as águas da cabeceira do rio Tietê. O próprio renomado engº sanitarista Saturnino de Brito, sempre defendeu a idéia de se represar o Tietê antes de sua entrada na cidade de São Paulo, devido a manutenção da qualidade de suas águas, ao contrário do que ocorre hoje, quando as águas do Tietê recebem todo tipo de esgoto da Região Metropolitana e depois é despejado na represa Billings, através do canal artificial conhecido também por rio Pinheiros. Caso o projeto original do Alto da Serra tivesse sido implantado pela Light, teríamos uma água de melhor qualidade. |